terça-feira, 8 de março de 2011

Karneval

Karneval. Ou carnaval. Ou em uma tradução mais literal para o português: show de horrores.
Mas vamos por partes.
Quinta-feira foi a abertura do carnaval. Ás 11:11 da manhã todos vão para a Altstadt (cidade velha) porque é a hora em que começa a baixaria. Nós nos encontramos no CDC às 9:00, nos fantasiamos, comemos e fomos para a tal Altstadt de galera. E não é porque são 11h da manhã que ninguém vai beber, então foi quando o show começou. É uma multidão do mundo inteiro, todo mundo fantasiado com as mais variadas fantasias, as músicas são bem estranhas e a cerveja é abundante. Talvez seja um pouco parecido com o Brasil, inclusive no quesito músicas estranhas. Mas estava tudo muito legal e ficamos lá até umas 17h. Ficamos circulando pelo centro, vendo os tipos, tomando uma cerveja, etc. e tal. Fazendo uma comparação com Porto Alegre, a região da festa é mais ou menos o equivalente à região entre a João Pessoa e a José do Patrocínio, indo da Salvador França até a Venâncio Aires (sim, eu ainda lembro dos nomes de rua de POA e não, eu não usei o Google). Eu acho que até é um pouco maior, mas deu pra dar uma ideia. E dentro dessa região é uma multidão fazendo festa, cantando e enchendo a cara. Bastante peculiar.
Depois dessa, voltamos pra casa, fizemos um mate e fomos dormir.
No dia seguinte, sexta, fomos a um evento ao qual jamais imaginaríamos que fôssemos: um aniversário de um padre da Tanzânia, em Leverkusen. Se isso não é um evento aleatório, eu não sei o que não seria. Mas estava muito legal. Éramos em 4 brasileiros, um padre da Tanzânia, um padre de Uganda, um cara de Burkina-Faso, duas italianas, um indiano e uma sul coreana. Se isso não é variado, também não sei mais o que é. Festa bem legal, treinamos o inglês e o alemão e voltamos pra casa. Não é lá muito interessante esperar o trem na estação, na rua, às 2 da manhã, no frio de 0ºC. Mas tudo deu certo, exceto que quando voltamos pra Köln, faltava ainda 50 minutos para o próximo trem pra casa. viemos de taxi e o controle do orçamento foi pro espaço.
Ok. Sábado. Só saímos de casa para levar o barril de cerveja que sobrou da noite anterior para um colega que já estava fazendo festa lá perto da catedral e voltamos pra casa. No caminho, vários loucos e bêbados por todo o lado. Vários mesmo. Ficamos imaginando como esse povo fica na Oktoberfest.
Domingo nós fomos à noite em uma festa brasileira. O lugar era meio esquisito, embaixo da estação do metrô, mas a música tava bem boa. O que avacalhou foram as mulatas e um louco dançando no palco. Tinha até caipirinha, mas não dá nem pra comparar com a daí. Bem legal a festinha.
Na segunda nós fomos ver o tal "Zug". É uma "passeata" onde passam as "escolas". Outra multidão e os alemães enlouquecidos gritando "Kamele" enquanto os tiozinho em cima dos carros jogavam balas e chocolate lá pra baixo. Coletamos alguns doces, mas podia ter sido melhor.
Terça tivemos aula e tudo voltou ao normal.
De notícias era mais ou menos isso mesmo. O carnaval é diferente, não dá pra comparar. As músicas são muito diferentes e todo mundo usa fantasias, mas acho que o objetivo é parecido. Como eu já disse antes, se alguém acha que o brasileiro toma cerveja demais no carnaval, é porque nunca viu um carnaval alemão. Uma verdadeira chutação de balde.
Agora vamos voltar a concentrar forças em achar apartamento pra morar em Essen, o que não anda fácil. Pelo menos ninguém dos outros bolsistas achou lugar pra morar ainda, a não ser aqueles que já têm garantido alojamento da universidade.
Era isso.
Beijos e abraços.



Se beber, não dirija.





2 comentários: