segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Portugal


    De 29/09 a 04/10, Porto e Lisboa. Na verdade, y otras cositas más, mas isso fica pra daqui a pouco.
    Saímos do moderníssimo e altamente frequentado aeroporto de Weeze em direção ao Aeroporto do Porto, através da também moderníssima e muito bem frequentada empresa aérea Ryanair. A mesma aquela que vende passagens por 9 Euros e proporciona a estudantes internacionais a oportunidade de conhecer a europa a baixo custo. A desvantagem é ter que correr na frente na fila pra garantir lugar na janela ou não conseguir dormir direito porque as poltronas não reclinam ou a comissária vende até loteria esportiva em pleno voo, mas o custo é baixo. E o salário também.
    Já no voo começamos a rir com os comissários falando portugues, afinal mais engraçado do que chinês falando inglês ou japonês falando alemão, é português falando português.
    Chegados ao Porto pegamos um taxi pro hotel e fomos a dormir. Dia seguinte fomos caminhar pela cidade. Alías, cidade mais quente da história da europa. Trita graus na sombra, humidade relativa desértica. Pegamos o ônibus pro centro e caminhamos pelo rio, pela orla do rio, pela ponte até Vila Nova de Gaia...enfim, típico roteiro turístico. Comentários sobre a paisagem e afins serão omitidos. Para tais julgamentos, vide fotos.
    A tarde foi reservada às visitas às 'fábricas' de vinho do Porto. Alías, vinho este que de ´do Porto' só tem o nome, uma vez que a uva vem de outro lugar e ele é armazenado em Vila Nova de Gaia. Convenientemente (segundo a história do taxista), na cidade do Porto é que eram arrecadados os impostos advindos do transporte e produção da uva, o que deu o 'direito' à cidade do Porto de ficar com o nome. Nunca havia experimentado, mas foi o suficiente para chegarmos na Alemanha e comprarmos uma garrafa no supermercado. Voltamos ao hotel pra dormir um pouco e acordamos pra sair pra jantar à beira do rio. Tudo muito lusitano... Primeiro filé decente comido desde janeiro/2010.
    No sábado acordamos cedo e fomos à praia. Que também não é no Porto e sim em Matosinhos. Uma praia ao lado da entrada de um porto, com a maior densidade de surfista por metro quadrado de água, com ondas de tamanho suficiente pra elevar o Cassino ao status de Havaí brasileiro e água a uma temperatura muito próxima do 0 Kelvin. Pela primeira vez senti a sensação de como seria ter as canelas congeladas. No mais, uma praia bem interessante e bonitinha.
    Saídos de Matosinhos, voltamos ao hotel pegar as malas e pegar o trem pra Lisboa. Se o período de 1,5 dias para conhecer o Porto não é nem perto do suficiente de acordo com um taxista que pegamos, o percurso do ônibus entre o hotel e a estação do trem nos prestou o serviço de conhecer o restante da cidade sem nos levantarmos da cadeira.
    De Porto a Lisboa são 3 horas de trem, então chegamos lá no fim da tarde de sábado. Foi o tempo suficiente para sair do hotel e pegar um trem para o centro passear. Muito bonito o tal centro de Lisboa. Ah, e pegamos o pôr do sol na Praça do Comércio, que segundo o nosso livro era muito bonito. Descobrimos também, sem querer, que o tal Dom Pedro I brasileiro era também conhecido como Dom Pedro IV em Portugal. De lá, resolvemos achar um restaurante que servisse o indicadíssimo Bacalhau às natas e, no caminho, sem querer, encontramos a fonte da também indicadíssima Ginjinha. Uma ginjinha depois e comemos o tal bacalhau às natas, que fez jus à sua reputação. Na volta, outra ginjinha, hotel e cama. Domingo era um novo dia e íamos a Caldas da Rainha visitar uma amiga da Ana do tempo do colégio para conhecer um pouco do interior. O pouco acabou sendo bastante...
    Pegamos um ônibus bem cedo pra caldas da Rainha, que fica a 1 hora de Lisboa e a Débora (uma dentista com aparente pós-graduação em turismo)  nos buscou na rodoviária. Dali, demos uma voltinha em Caldas da Rainha e uma praia ali perto chamada Foz do Arelho. Por sinal, uma praia muito bonita, com umas falésias na beira. Com o sol pegando, voltamos pro carro e a Débora nos levou a Óbidos, que é uma cidade lá dos tempos bem antigos cercada por uma muralha. Lá descobrimos uma variação da Ginjinha, servida em copinhos de chocolate. Uma ginjinha depois e continuamos dando uma volta por Óbidos. Muito bonita a cidade, muito mesmo. Parecia Olinda, mas sem as ladeiras e cercada por uma muralha. E sem as baianas.
    De volta à Caldas da Rainha a tempo pro almoço, fomos muito bem recepcionados pela família da Débora, que nos esperava para um mais excelente ainda bacalhau às natas e vinho. Mais lusitano que isso, só uma bandinha tocando o Vira ao lado. Tanto o almoço como a companhia estava nota 10.
    Depois do almoço, voltamos a pegar o carro e passamos pela cidade de Batalha, onde tem um mosteiro em estilo gótico, onde tiramos algumas fotos e continuamos viagem para Alcobaça, onde há um mosteiro que, segundo a história abriga os túmulos de um outro Dom Pedro lá dos anos 1300 e sua antiga esposa/amante Dona Inês de Castro. Lá provamos os famosos doces conventuais, doces confeccionados nos conventos, caracterizados por serem, na sua maioria, compostos por grandes quantidades de açúcar e gemas de ovos.
    De Alcobaça para Nazaré, uma outra cidade à beira do mar, com uma vista muito bonita. Chegamos a tempo do pôr do sol, para finalizar o excelente dia em grande estilo, mas não pudemos ficar muito tempo pois ainda tínhamos ônibus pra pegar de volta a Lisboa, onde chegamos, comemos e fomos dormir.
    Na segunda feira nós fomos a Belém comer pasteizinhos de Belém. Demos uma caminhada pela beira do rio, passando pelo monumento aos desbravadores do mar ou seja lá o que for e pela torre de Belém. Em tempo do almoço, comemos alguns pasteizinhos na famosa fábrica de pasteizinhos de Belém com um vinho do porto e voltamos de metrô para ir ao Castelo de São Jorge, no centro de Lisboa. Afora a penosa subida a pé no sol de 940ºC, a chegada ao castelo proporciona uma vista bem bonita da cidade de Lisboa. Foi lá que encontramos o Doppelgänger do nosso gato, o Chico. Interessante o tal castelo, apesar de estar somente com a fachada intacta, já que não tem nada em seu interior...
    Fim de tarde, pegamos o trem de volta para o hotel, dormimos um pouco e saímos pra jantar pra fechar o passeio em Portugal em grande estilo. Era final de segunda-feira e na terça tínhamos que voltar ao Porto para pegar o avião. Avião esse que chegou às 21h em solo germânico e viajantes esses que chegaram em casa pra lá da meia-noite.

    Próxima viagem: Luxemburgo. Data do próximo post: vai saber...


Respirem fundo... lá vêm as fotos


Porto






































Matosinhos










(MTS sempre presente)

Trilho do trem


Lisboa











Caldas da Rainha


Foz do Arelho






Óbidos









Batalha



Alcobaça


Nazaré










De novo Lisboa





















   

4 comentários:

  1. hahaha, pior q o gato parece o chico mesmo; e outra praia que tem 'rainha' no nome! muy bien

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  2. lindos lugares, hein? pior, parece mesmo o chico, mas ele tá muito bem guardado aqui, viu?

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  3. Muito bom fazer mais esta viagem com vocês.
    Fotos lindas e a praça do comércio monumental.
    Pensando na época em que foi construída e seu tamanho dá para imaginar como Lisboa devia ser efervecente. A ponte que se vê de lá parece a de Floripa, não acharam?
    Bjs e sigam desbravando...

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  4. Oieee!

    Só de ler pasteizinhos de Belém já fiquei com água na boca! Que delícia.. saudade!

    Beijo!!!

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