segunda-feira, 4 de julho de 2011

Paris

                Começou às 5:40 da manhã de sexta e terminou às 23:40 de domingo. Resultado: kaputt, tot, muertos, acabados.
                Eram 6:30 da manhã de sexta quando eu, Felipe fui na locadora pegar o carro alugado. Era para ser um Golf, mas nos deram um Audi A3... quem iria reclamar? Enquanto isso a Ana ficou em casa fazendo os sanduíches e lavando as frutas pro Frühstück. Uma hora e pouco depois, estávamos passando em Aachen pra pegar o Fábio e a outra Ana e, assim, às 9:20 da manhã estávamos nós 5 em direção a Paris: Ana Rita, Ana Carmelita, Fábio, eu e Dona Maria, nossa co-pilota, também conhecida por ‘a moça do GPS’.
                Já havíamos comentado a beleza de se viajar de carro neste país, mas é de se ressaltar. Quando tem limite de velocidade, é de 130 km/h. Entramos na Bélgica em pouco tempo e, pelo que me lembre, não vi nenhuma placa de limite de velocidade por aquele país. É entrar na França que a coisa começa a ficar mais lenta: 110 km/h na maior parte da estrada, para alívio da minha mãe. Ahh, e o pedágio mais estranho e caro do mundo: 13 Euros.
                Às 14:00 em ponto estávamos dentro de Paris, mas por uma fatalidade e imbecilidade do povo francês, fomos parar na rua errada. Por lá, na mesma cidade, há mais de uma rua com o mesmo nome... uma beleza. A Dona Maria nos levou pra errada, óbvio. Pra quem acha que o trânsito de POA às 18:00 nas imediações da Av. Independência é a experiência mais estressante do mundo, tentem andar de carro em Paris a qualquer hora do dia. Só tentem. Se te deixarem, porque é uma terra sem leis com pessoas sem noção. E sinaleiras escondidas.
                Duas horas de engarrafamentos e retrabalho da Dona Maria e, finalmente chegamos ao hotel. Pelo preço que pagamos, não deu pra reclamar. Pelo menos era 5 minutos à pé da estação.
                Primeiro destino: Museu do Louvre. Primeira impressão: gigante.
                - Vamos direto na Monalisa e depois na pirâmide invertida.
                - Beeem certinho.
                Primeiro lance de sorte do dia: Ana entrou de graça por ter menos de 26 anos e ter visto europeu.
                Incrível a quantidade de gente tirando foto da maldita Monalisa, e o que é pior, sem sair da frente depois de tirar a maldita da foto. Parece um bando de retardado. Demos a nossa de retardado, tiramos foto e fomos dar uma volta, o que culminou na pirâmide invertida, que só é famosa por causa do Código da Vinci.
                Dali, saímos e fomos em direção à Champs-Élysées (ou chãns-elisê, em bom português), o que culminou no arco do triunfo. Bem bonita, essa tal chãns-elisê. Ah, no caminho foi combinado o programa mais chique da viagem: piquenique na torre Eifel com o Gabriel (um amigo de Pelotas) e a namorada.
                Seis garrafas de vinho franceses (que lá são chamados só de ‘vinho’), queijos mistos, salgadinhos e salames. Falei que era chique. Sem contar a parceria: nota 1000. Metrô de madrugada pro hotel, poucas horas de sono, pernas doendo.
                Sábado de manhã era dia de acordar cedo e ir pra torre Eifel e, desta vez, subir. Por mais cedo que se acorde, sempre vai ter umas 4000 pessoas que pensaram a mesma coisa, mas foram menos preguiçosas a ponto de realmente acordarem cedo e irem pra fila. Resultado: 1 hora de fila – o que é pouco, segundo os estudiosos. Desta vez, sem choro por causa do visto da Ana, todos pagaram e subimos na dita cuja. Nós 4, pois Dona Maria ficou no carro.
                Fotos, fotos e fotos. Nada muito a descrever. Toda cidade, vista de cima, é mais ou menos igual. Usem a imaginação. Ou as fotos.
                Almoçamos no lugar conhecido por ter o copo de Coca-Cola mais caro da face da Terra. Por somente 8 Euros se pode desfrutar do sabor da bebida mais famosa do mundo. Um luxo pra poucos. Tenho minhas dúvidas se o café também não era o mais caro do mundo. Acho que o garçom ficou chateado com a falta de gorjeta, mas também era abusar da boa vontade.
                Dali pra Basílica de Notre-Dame, que estava fechada por conta de alguma coisa que a fez estar fechada. Ainda bem, porque o banquinho ali fora foi providencial àquela hora, depois de uma valorizada tripla no trabalho da tia que limpa os banheiros públicos da região. Mais uma voltinha e fomos pra basílica de Sacré Coeur, ou sacre-crê no nosso francês, à essa altura, de dar inveja. Para muitos, um lugar lindíssimo e imperdível, pra nós, uma igreja normal com vista considerável da cidade.
                Do ladinho da tal igreja, passamos no Moulin Rouge (ou mulã rúj) pra tirar fotos, pois 140 Euros por pessoa só pode ser piada de alguém com muito raro senso de humor. Fomos jantar ali na volta, no Bistrô Chat Noir (chét noár), o que renovou as energias e nos preparou pra um sono daqueles de dormir antes mesmo de dar boa noite. Domingo era um novo dia.
                Domingo fomos pra Versailles visitar o castelo e, por ocasião do tamanho monstruoso da fila, nos contentamos em só passear pelo jardim. O que valeu a pena, porque é muito bonito. Tão gigante quanto o próprio castelo. Foi aquele típico passeio em que as pessoas trocam 2 palavras a cada meia-hora, pois só de pensar em falar, já dá preguiça. Só se fala o necessário. Lá pelas 16:00 pegamos o Audi e mandamos a Dona Maria nos apontar Aachen. Cinco horas depois lá estávamos, deixando os amigos sãos e salvo e partindo mais uma vez rumo a Essen.
                Às 23:30 o carro já estava entregue e este belíssimo casal que vos escreve já estava em casa, comendo massa e lutando pra manter as pálpebras abertas.
Obs.1 ) Calmem-se mães, nem corremos tanto assim de carro.
Obs.2 ) Francês não fala inglês e, quando fala, o que sai pode ser chamado de qualquer outra coisa, mas não de inglês.
Obs.3 ) Lá tem metrô com roda e pneu.
Obs.4 ) Aquele é o povo que mais dirige mal  da face da Terra.
Obs.5 ) O tempo foi bom o passeio inteiro. Com direito a um calor extremo no domingo.
Obs.6 ) Voltaremos. Dessa vez com pai/sogro e mãe/sogra!!!!
                







































Um comentário:

  1. Tá D+ essa postagem! Muito divertida!

    Que bom que não sou a única a pensar que toda cidade, vista de cima, é mais ou menos igual!!

    Bjo!!!!!!!!!

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